quarta-feira, abril 20, 2011

Todas as semanas tenho vizinhos novos...



... moro ao lado do cemitério...

Mas são vizinhos do mais sossegado que há!

Agora falando um pouco a sério, é daquelas coisas acerca das quais ninguém gosta de pensar, mas não sei se é por morar ao lado de um cemitério ou o catano, de vez em quando dou por mim a dizer ao cherri coisas do género "olha, tu livra-te de me mandares enterrar quando eu bater as botas sim? Quero virar cinza e ir morar de vez para as caraíbas!", ou "vê lá se quando eu bater as botas tratas de dar os meus orgãos que eu sou umas mãos largas". E como sou uma gaja muito prevenida, e maricas até dizer chega, de cada vez que vou andar de avião, aviso sempre uma amiga que fica com os gatos em testamento. Tenho que arranjar herdeiro para a cadela!

Acho muito macabro o sitio em si (o cemitério), não por ser sinistro, não é isso, mas porque é um local de sofrimento, um local de tristeza... e depois quando o tenho que o visitar por algum motivo, concluo que é também um local de ostentação, onde cada um tenta fazer uma campa mais vistosa e mais enfeitada do que a do vizinho ou a de fulano tal. Para quê, pergunto eu? Já dizem os outros "ash to ash, dust to dust". É para onde vamos, para o pó. Para que aquela ostentação toda?

Já agora fica aqui a mensagem: se eu desaparecer do blogue sem dar aviso, é porque fui morar de vez para as caraíbas, já que ninguém chegado a mim tem conhecimento do Sonhos em Silêncio!

E pronto, só sai parvoíce mesmo...

2 comentários:

Manuela disse...

Querida Miss Dreams, gostei... gostei de emigrares para as Caraíbas, lá para os fins dos teus tempos! Também quero ;)

Sissamar disse...

Vizinhança tranquila essa!!!
Eu tb já disse que quero ser "cromada" e já disse ao ome, que me vá deixar ali prós lados de Porto côvo, numa qualquer falésia voltada ao mar! Pareçe macabro, mas como faz agora um ano dia 23 que entrei na urgências já com um pulmão parado, acho que faz sentido deixar-mos tudo bem definid que é pra depois não haver chatices e ter-mos de nos dar ao trabalho de cá voltar a puxar os pés a esta gente toda para que nos levem para onde queremos!